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Cade analisa compra da JLT pela Marsh

mercado

11/03/2019

Há grande expectativa de que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, aprove nesta semana a compra da JLT pela Marsh, anunciada mundialmente em setembro passado, por US$ 5,6 bilhões. Segundo fontes que pediram anonimato, a aprovação no Brasil acontecerá sem a necessidade de venda de carteiras.

No Brasil, não basta apenas a aprovação de órgãos reguladores. É preciso negociar com sócios minoritários da JLT, que detêm 25% do capital. Essa negociação com executivos sócios da JLT que detêm 25% da empresa, segundo fontes, ainda não foi concluída, porém já está bem encaminhada. Nesta semana, o CEO mundial da Marsh, Dan Glaser, vem ao Brasil. Está previsto um encontro, na terça feira, em São Paulo, como toda a equipe da Marsh e da JLT. Depois do acordo com minoritários, será preciso obter o aval da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Segundo as informações apuradas pelo grupo e fornecidas ao Cade, não há nenhuma área com concentração de mercado. O resultado de Marsh e JLT passam a deter a liderança em relação as concorrentes Aon e Willis no segmento de contratos, em resseguro e em seguros corporativos, sem configuração de concentração.

Na Inglaterra havia havia concentração de riscos no segmento de riscos aéreos, com Marsh e JLT juntas liderando 80% dos seguros das companhias aéreas do mundo. Diante disso, na semana passada, a JLT informou que venderá sua unidade à corretora de seguros Arthur J Gallagher & Co por cerca de 190 milhões de libras, o que ameniza as preocupações com a concorrência. A Comissão Européia conduz a análise da fusão, que deve ser concluída no segundo semestre deste ano.

A unidade aeroespacial emprega 260 pessoas e oferece cobertura de seguro para linhas aéreas comerciais, helicópteros, jatos executivos, fabricantes aeroespaciais, aeroportos, provedores de serviços aeroespaciais, satélites e até mesmo veículos aéreos não tripulados e drones.

A onda de fusões no setor de seguros tem se intensificado nos últimos dois anos e é consequência da estagnação das vendas também da revolução trazida pela tecnologia no hábito de consumo das pessoas, como compartilhamento de bens, bem como em mudanças drásticas no dia a dia das empresas, desde a robotização de processos até o surgimento de novos riscos, como os ataques cibernéticos. Diante disso, tanto seguradoras como corretores buscam a consolidação como uma forma de turbinar o faturamento, otimizar ganhos e reduzir custos

Segundo grandes segurados entrevistados pelo blog Sonho Seguro, o segmento de corretagem está cada vez mais concentrado, reduzindo a concorrência. Depois de Marsh e JLT, agora há especulações de que Aon e Willis anunciem uma fusão. “Perdemos players importantes, que fazem um bom trabalho alternativo em relação as grandes corretoras”, disse um gestor de risco de uma multinacional.

Fonte: Sonho Seguro - Denise Bueno




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