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Risco cibernético é uma grande preocupação mundial

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03/08/2018

No segundo dia do CQCS Insurtech e Inovação, realizado em São Paulo, um dos destaques, dentro do painel “Tech no Seguro. O que muda de verdade”, foi o debate sobre o tema “Cyber: Um novo risco. Estamos preparados?”, reunindo dois respeitados executivos desse segmento: Samy Hazan (CEO da Pentagono Cyber Insurance Advisors) e Nir Perry (CEO e fundador da Cyberwrite).

Samy Hazan iniciou falando da Cyberwrite, especializada no desenvolvimento de soluções automatizadas contra riscos cibernético para pequenas e médias empresas.

Segundo ele, o novo mundo digital transforma a natureza do risco. “A transformação digital trouxe conveniência e eficiência e é algo que temos que abraçar. Mas, ao mesmo tempo, provoca um monte de riscos que ainda não conhecemos. Riscos dinâmicos, que possuem uma frequência alta e severidade importante”, salientou Hazan, acrescentando que “toda empresa que armazena dados possui um risco importante”.

O executivo disse ainda que mesmo os países mais desenvolvimentos tecnologicamente ainda estão estudando esses riscos emergentes.

Nesse contexto, ele advertiu que o mercado de seguros precisa trabalhar com a sociedade para conhecer melhor o novo cenário. “Nós temos hoje duas vezes mais aparelhos conectados que pessoas. Esse mundo tecnológico transformou a sociedade para o bem. Mas, esses aparelhos todos são muitos fáceis de serem espionados e hackeados”, alertou.

Para Hazan, os governos de todos os países, entidades e seguradoras possuem uma grande preocupação em comum: o risco cibernético, que já é o segundo mais importante e preocupante do mundo, perdendo apenas para o risco climático.

Bastante amplo, esse risco cibernético engloba os ataques de hackers, roubo de dados, invasão de privacidade, violação de dados, inatividade de rede, transmissão de vírus, extorsão, sabotagem colaboradores e sabotagem de colaboradores.

Essa ameaça afeta principalmente as pequenas empresas, que estão mais suscetíveis, pois normalmente não possuem recursos suficientes como uma grande empresa para proteger suas informações. “Por isso, os números são alarmantes de ataques cibernéticos em empresas pequenas. Normalmente, as empresas levam oito meses em média para descobrirem que sofreram um ataque”, revelou.

O palestrante observou ainda que um ponto muito importante para o mercado de seguros é a lei GDPR Brasil, que obriga as empresas de qualquer tamanho a seguirem padrões e processos sobre a proteção de dados. Com isso, o seguro pode também ser o meio de proteger as empresas dessas novas regulamentações.

Por fim, Hazan explicou que o seguro cibernético inclui coberturas para, entre outros, os custos legais de defesa, reparo de reputação, custos de notificação, de investigação e de interrupção de negócios, além da responsabilidade civil da empresa em relação ao vazamento de dados.

Já Nir Perry ressaltou que as pequenas empresas que sofrem ataques cibernéticos estão falindo em apenas seis meses, pois não possuem recursos para reparar os danos. “Se empresas gigantes, que trabalham com tecnologias, estão sendo hackeadas, pensem no que acontece com pequenas e médias empresas”, frisou.

Ele afirmou que, diariamente, empresas de todo o mundo estão sofrendo com registros e dados perdidos. “Isso vai chegar a US$ 8 trilhões em prejuízos apenas nos EUA em um ano”, projetou.

Perry explicou que a Cyberwrite mapeia a superfície de qualquer negócio e gera relatórios com análises de riscos e oferecem coberturas.

Ele apontou três problemas que as seguradoras, corretores, agências e resseguros encontram e que a Cyberwrite ajuda a solucionar. “Quando o cliente final não tem certeza do valor do risco cibernético, enviamos estimativas dos danos. Além disso, nossos relatórios são usados pelas seguradoras para a precificação. E modelamos também o risco agregado”, listou o executivo.

Assim, destacou, os relatórios da Cyberwrite permitem que as seguradoras entreguem informações acerca das obrigações regulatórias para os órgãos responsáveis em assuntos de riscos cibernéticos.

Na sua exposição, Perry apresentou ainda a plataforma usada por uma seguradora que é cliente da cyberwrite, onde há todos os relatórios fornecidos pela companhia. Essa solução é usada pelo HSBC e outras companhias de seguro na Europa. “Esperamos chegar ao mercado de seguros da América do Sul e aqui no Brasil, em especial”, concluiu.

Fonte: cqcs




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