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Mercado de seguros é fundamental para a economia

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09/04/2019

“A saúde do mercado de seguros e resseguros é fundamental para garantir o bom funcionamento da economia de mercado”, disse Caio Megale, secretário de Comércio e Serviços da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, que representou, nesta segunda-feira (08/04), o ministério da Economia, na primeira plenária do 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro.

Ao analisar a conjuntura econômica brasileira, Megale enfatizou a importância da reforma da Previdência para reduzir os gastos públicos, que a exemplo do que foi a inflação nos anos 1990, são hoje “o inimigo público número 1 do Brasil”.

O secretário disse que, em paralelo às reformas estruturais, é importante melhorar o ambiente de negócios do país, e que o governo considera fundamental trabalhar na desburocratização e promover mudanças regulatórias. Megale defendeu o diálogo entre o setor público e o privado, e disse que as agendas setoriais são bem-vindas. “O Brasil precisa sair do atoleiro”, disse.

Desempenho das seguradoras – Na cerimônia de abertura, o presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, fez um retrospecto do desempenho das seguradoras para demonstrar que as seguradoras tem capacidade de resistir às dificuldades e sabido aproveitar exponencialmente os momentos de crescimento. “A recessão de 2016 e parte de 2017 produziu efeitos sobre o desempenho de 2018. Mas, à vista de recuos mais expressivos de vários setores econômicos, a estabilidade da arrecadação da ordem de R$ 460 bilhões é uma boa notícia, ainda mais considerando o desempenho superlativo de diferentes segmentos de seguros”, ressaltou.

O presidente da CNseg relembrou as Propostas do setor seguros para 2019 a 2022, que visam contribuir para o desenvolvimento do País e já foram apresentadas ao Congresso Nacional e entregues aos representantes dos poderes executivo e legislativo. “Os indicadores de produto, emprego e renda são os combustíveis para o setor”, concluiu.

Desempenho do resseguro – O presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguro (Fenaber), Paulo Pereira, lembrou que o crescimento do resseguro é diretamente proporcional ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB), e expressou confiança na aprovação das reformas. Pereira citou outros fatores que podem contribuir para o crescimento do setor: oportunidades, como o risco cibernético; a aprovação da nova Lei das Licitações; a simplificação regulatória; e a necessidade de rever a carga tributária das resseguradoras para melhorar sua competitividade. “Enquanto os locais pagam no Brasil 40% de imposto e contribuição social, além de PIS e COFINS, o americano paga 34%, o suíço e alemão pagam 30%, o inglês paga 20%, o irlandês paga 12 % e o de Bermudas zero.”

Financiamento à saúde é desafio – Leandro Fonseca da Silva, diretor da Agência Nacional de Saúde (ANS), discorreu sobre a importância social e econômica do setor de saúde suplementar, que em 2018 acumulou receita de prêmios de aproximadamente R$ 200 bilhões. Leandro Fonseca disse que o financiamento da saúde é um grande desafio, devido à escalada de custos no Brasil e no mundo, e apontou o resseguro como um caminho para enfrentar esse desafio. Também participaram da abertura o presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, Roberto da Rocha Azevedo, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Corretagem de Resseguros (Abecor), e Antonio Trindade, da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Seguro-catástrofe – No período da tarde, Rubem Hofliger, responsável pela área de soluções para o setor público na América Latina da SwissRe, defendeu a adoção do seguro paramétrico para enfrentamento de catástrofes. “O número de catástrofes naturais vem crescendo em ritmo muito mais rápido do que o crescimento do seguro desses eventos. A cobertura é de cerca de 40%, o que obriga os governos a arcar com os custos de reconstrução e atendimento à população mais vulnerável”.

Hofliger explicou que os seguros paramétricos estabelecem em contrato um limite que, quando atingido, dispara um gatilho de pagamento. No caso de chuvas, por exemplo, é possível estabelecer que a partir de determinado índice de precipitação o seguro é acionado. “As vantagens desse produto, ainda pouco usado no Brasil, são a agilidade e a liberdade para alocar os recursos de acordo com as necessidades mais urgentes”, argumentou afirmando que mundialmente, os setores onde o seguro paramétrico mais tem crescido são agricultura e energia, e os governos começam a se interessar pelo produto.

Diversidade no DNA do setor – Em outro painel, o tema foi “Diversidade em ação”, com palestras de Ana Carolina Mello, Conselheira da Associação das Mulheres do Mercado de Seguro (AMMS), e Maria Helena Monteiro, diretora de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros, tendo como debatedoras Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Flavia Bianco, professora da Escola Nacional de Seguros, Judith Newsam, CEO da Guy Carpenter no Brasil, Juliana Pelegrín, Casualty Senior Underwriter da Swiss Re, Maria Luiza Cabral, do Serviço de Apoio ao Cliente da Guy Carpenter, e Solange Guimarães, superintendente de Comunicação Institucional da SulAmérica Seguros. A mesa foi coordenada por Margo Black, presidente da AMMS.

“Nosso setor tem o dever de ser o reflexo da sociedade porque o produto que ele entrega tem a ver com vida, com gente e com comportamento. Portanto, diversidade deve estar na natureza, no DNA do setor segurador”, enfatizou Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg.

Fonte: CNseg




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