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Novas Tecnologias e seus impactos na geração de empregos e na Legislação Trabalhista

evento

10/06/2019

O tema será debatido no painel “Trabalhar no Século XXI – nova utopia?”, promovido pelo Departamento de Direito da PUC-Rio, no próximo dia 12 de junho, (quarta-feira), às 11 horas, no auditório da universidade.

Segundo um dos organizadores, o professor Paulo Guilherme Périssé, “o objetivo é abordar a visão de futuro das tecnologias, o cenário econômico e o desafio regulatório em função dos novos modelos de negócios e as novas modelagens do trabalho em plataformas como Uber, Facebook, ifood e Loggi

A aplicação de novas tecnologias no dia a dia está acelerada nos últimos anos, seja com o uso dos aplicativos em celular, dos sites que oferecem prestadores de serviços ou da ampliação do uso de máquinas de autoatendimento nas lojas de conveniência e mercados. São mudanças no cotidiano que impactam diretamente a economia do país e as relações de trabalho.

O juiz do trabalho e professor de Direito do Trabalho da PUC-Rio, Paulo Guilherme Périssé, falará sobre o desafio de se ter uma legislação trabalhista alinhada com estas mudanças.

O economista Paulo Jager, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), trará o impacto direto na economia causado pelas novas fórmulas de fazer negócio.

A professora Ana Cristina Bicharra Garcia, PhD Stanford e membro do Departamento de Informática Aplicada da UNIRIO, dará a visão do avanço de novas tecnologias e sua adoção no cotidiano das pessoas.

Périssé explica que todo o avanço tecnológico impacta diretamente no mercado de trabalho. “Junto com esse boom veio uma nova forma de fazer negócios e, com isso, um novo modelo de trabalho, mais informal e muitas vezes sem a observância das leis trabalhistas”. Para ele, o assunto é preocupante, pois em alguns casos vagas de trabalho serão eliminadas.

“As máquinas de autoatendimento utilizadas por lanchonetes e mercados, por exemplo, eliminam em definitivo postos de trabalho de caixas e atendentes. São vagas que provavelmente o empresário não vai remanejar”, confirma. “No caso do Uber, são milhões de trabalhadores atuando de modo informal, sem qualquer tipo de proteção. Não custa lembrar que ao todo já temos mais de 22 milhões de brasileiros no trabalho informal”, completa o juiz e professor.

O tema já está em discussão em outros países do mundo, como Estados Unidos e Espanha. No Brasil, seu debate no mundo jurídico ainda é incipiente, mas necessário, pois o país tem algumas particularidades e uma delas é a falta de qualificação profissional da grande maioria de trabalhadores.

Mediadora do painel, a professora Ana Luisa Palmisciano destaca que “as inovações aplicadas ao setor de serviços são as que mais preocupam”. A maior parte dos brasileiros está empregada no pequeno e médio negócio, normalmente com um nível de qualificação muito baixo. “Se o uso de tecnologia se intensificar no segmento, criamos um problema grave”, afirma, acrescentando:

Além da desigual distribuição de renda, temos, agora, o desafio dessa revolução das tecnologias da informação e das comunicações que, claramente, afetam a vida dos trabalhadores. E não podemos ignorá-las. Por isso, a importância do debate”.

O evento é gratuito e acontece de 11h às 13h no auditório FB6, Ala Frings (6º andar), na PUC-Rio.

Mais informações pelo site http://www.puc-rio.br/eventos.

Serviço:

“Trabalhar no séc. XXI – Nova Utopia?”

Data: 12 de junho de 2019

Horário: 11hs às 13hs

Local: PUC-Rio (Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea), Auditório FB6, 6º andar, Ala Frings - Departamento de Direito.

Fonte: vtn comunicao




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