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Empresas ampliam aposta em serviços de saúde digitais

saúde

02/08/2019

O Globo relata que, à espera da regulação da telemedicina no país, em elaboração pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), cresce o número de projetos e serviços ancorados em saúde digital.

O aplicativo Doctoralia, plataforma digital para agendamento de consultas e que permite ao usuário tirar dúvidas com especialistas, prevê dobrar o faturamento no país este ano para ? 11 milhões. Operadoras como SulAmérica e Amil também avançam nessa direção.

- O Brasil já é o maior mercado do grupo da Doctoralia no mundo - diz Cadu Lopes, presidente do Doctoralia no Brasil.

A plataforma soma 600 mil médicos, psicólogos, nutricionistas e dentistas, diz Lopes. A empresa inaugurou a terceira expansão da sede em Curitiba.

- Não temos teleconsulta, seguimos as orientações dos órgãos brasileiros. Mas, na medida em que a regulação permitir a telemedicina, teremos tecnologia para isso - afirma o executivo.

O atendimento médico remoto é proibido pelo Código de Ética do Conselho Federal de Medicina (CFM), podendo ser usado apenas quando é comprovadamente inviável ser feito de forma presencial ou em caso de emergência.

O órgão chegou a editar resolução em fevereiro, mas ela acabou revogada. Agora deve elaborar nova proposta a partir de colaborações.

As operadoras de saúde estão atentas ao movimento. Com 2,2 milhões de beneficiários, a SulAmérica oferece desde janeiro serviços de triagem e orientação junto a pediatras - para usuários com até 12 anos de idade - via aplicativo.

- Vamos ampliar esse serviço aos beneficiários adultos, com clínicos gerais - explica Erika Fuga, diretora de Sinistro Saúde da SulAmérica.

Para Mario Scheffer, da Universidade de São Paulo (USP), a tecnologia é bem-vinda, mas não pode substituir a consulta presencial ou o contato entre médico e paciente.

- Sendo regulada, a teleconsulta não pode ser imposta ao paciente, que deve poder escolher.

No início deste mês, a Amil lançou um serviço de consultas médicas por videoconferência. O atendimento é restrito a 180 mil clientes da operadora cadastrados no plano de categoria premium Amil One. O CFM vai cobrar explicações da empresa. Procurada, a Amil não comentou.

Fonte: o Globo




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