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Indenizações caem 5,14% e receitas avançam 13,7%

mercado - 14/05/2024

Dados estatísticos divulgados pela Susep no começo da tarde desta segunda-feira (13) mostram um cenário curioso. Segundo a autarquia, os números registrados no primeiro trimestre indicam uma queda de 5,14% dos valores que retornaram à sociedade por meio de indenizações, resgates, benefícios e sorteios, que somaram, de janeiro a março, um montante de R$ 56,7 bilhões. Já a arrecadação do setor supervisionado no primeiro trimestre do ano foi de R$ 102,95 bilhões, representando uma alta de 13,7% em relação ao mesmo período de 2023.

Ainda que tenha ocorrido uma redução, as cifras referentes às indenizações continuam expressivas. Afinal, conforme apontam os dados da Susep, a cada 24 horas, o mercado de seguros injetou na economia brasileira, nos três primeiros meses do ano, sob a forma de indenizações e benefícios, uma média diária da ordem de R$ 623 milhões ou ainda R$ 26 milhões a cada hora.

Outro ponto importante é que embora tenha ocorrido queda nas indenizações de seguros (de 8,68%) e dos resgastes no VGBL (9,92%) houve aumento expressivo nos benefícios pagos pelo VGBL (19,12%) e nos resgates e sorteios na capitalização (18,2%).

Em termos de receitas de prêmios, de acordo com a Susep, os segmentos de seguros de danos e pessoas, excluindo-se o VGBL, tiveram uma arrecadação acumulada de R$ 48,3 bilhões de janeiro a março, alcançando uma alta de 9,69% frente ao mesmo período do ano anterior, quando a arrecadação foi de R$ 44,05 bilhões.

Nos seguros de danos, o crescimento foi de 6,8% na arrecadação de prêmios.

Já nos seguros de pessoas, o seguro de vida atingiu em março de 2024 o montante acumulado de R$ 8 bilhões, valor que representa um crescimento de 15,2% em relação ao mesmo período de 2023.

No VGBL, a receita somou R$ 43,61 bilhões, crescimento de 21,4% em relação aos primeiros três meses de 2023.

Os produtos de capitalização tiveram alta de 4,2% na receita acumulada até março de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. Foram arrecadados R$ 7,4 bilhões no primeiro trimestre de 2024.

Fonte: CQCS