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Chub investiu R$ 10 milhões em modelo big data

empresas - 12/11/2012

Acacio Queiroz, presidente da Chubb Seguros, acredita que somente com inovação e desenvolvimento de produtos será possível enfrentar o aumento da concorrência e manter a rentabilidade. “O mercado segurador vai ter um grande desafio de melhorar a performance interna e vai ter que reajustar os preços”, destaca.

O executivo conta que o seguro de veículos é o mais complicado por conta da forte competição e da proibição, pela Susep, da cobrança do custo da emissão da apólice a partir de janeiro de 2013. “Investimos R$ 10 milhões em um ano e meio para o desenvolvimento do modelo big data”.

O modelo, detalha Queiroz, consiste em um “mosaico” de informações do cliente, no qual além de dados do perfil, como faixa etária e renda, são analisados os costumes de cada pessoa e risco moral – presença do CPF na lista de devedores do SPC e Serasa. “O preço do seguro de um carro parado na garagem é o mesmo de um carro que roda diariamente. É justo isso? Não. Então acompanhamos [com chip] para saber o comportamento, aceitar ou não o segurado e realizar o preço”.

A inovação é inédita no Brasil, mas existe há cerca de cinco anos nos Estados Unidos. A economia para o cliente pode chegar a 20% do valor da apólice.

Já para a Chubb Seguros o benefício obtido vem na redução de sinistros e custos. “Fizemos um teste interno e 70% dos pedidos foram reprovados. Isso ocorreu porque os funcionários da Chubb são muito jovens”, revelou Queiroz.

A carteira de cobertura de automóveis da seguradora possui 110 mil veículos classificados na categoria alta renda.

De acordo com o presidente, as seguradoras agora não podem depender dos ganhos obtidos com a aplicação de recursos financeiros. “Temos que ter lucro na operação de seguro, porque só aplicamos em papéis do governo no curto prazo”.

Na Chubb Seguros, em 2011 80% dos ganhos eram originados no ramo financeiro e 20% no operacional. Hoje a proporção está 60% e 40% e em 2013 ficará 50% e 50%, respectivamente, revelou Queiroz ao DCI. “Hoje o resultado financeiro é 40% menor”.

Até setembro, a Chubb Seguros obteve R$ 673,691 milhões em prêmios diretos. A expectativa para o final do ano está em manutenção dos prêmios, mas expansão do lucro líquido, que somente no primeiro semestre evoluiu 70%, para R$ 28 milhões, com R$ 382,1 milhões em patrimônio líquido e R$ 1,1 bilhão em ativos totais. “Somos a maior operação [The Chubb Corporation] na América Latina, a terceira maior fora dos Estados Unidos, perdendo apenas para Reino Unido e Canadá e representamos 5% do faturamento global da companhia”, disse Queiroz.

Fonte: DCI