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Redes sociais foram tema de painel na 6ª Conseguro
internet - 04/11/2013
As redes sociais representam um desafio permanente para qualquer empresa que pretenda estar entre as competidoras do mercado segurador em 2025, na avaliação de Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa Atopos, da Universidade de São Paulo, autor de palestra sobre o tema. “A interatividade é a forma como construímos nossas relações no mundo de hoje e qualquer pessoa pode oferecer conteúdo online e conectividade. Mas saber interagir é uma arte e é isso que fará a diferença”, explicou.
A interação é um exercício que precisará ser praticado pelas empresas de todo o mundo, segundo afirmou o professor Massimo Di Felice, ressaltando que qualquer ponto de vista pode ser debatido nas redes sociais, que serviram de ponto de encontro de milhões de brasileiros que foram às ruas, em junho, exigir melhores serviços do governo, na maior manifestação já realizada no Brasil. “Informações antes restritas a grupos agora podem ser compartilhadas. A consequência disso é a alteração do relacionamento entre todos”, avaliou.
Mediador do debate, o presidente da FenaCap, Marcos Barros, perguntou como as redes sociais podem ajudar o segmento de títulos de capitalização. Massimo explicou que as redes não são uma forma de comunicação, mas de interações cotidianas, deixando claro que dificilmente haverá venda de produtos pelas redes sociais. “É preciso interagir com o consumidor, que pode vir a comprar um produto ou não, dependendo do sentimento gerado após os debates com a rede de amigos nas comunidades digitais”.
Para Di Felice o tema precisa ser pensado e repensado, mas, ainda assim, requer mudanças de rumo a todo instante. “A pessoa pode se preparar para passear na floresta, considerando os diversos riscos que enfrentará. Mas, se aparecer um urso pelo caminho, terá de mudar a ação. Se chover, também”, exemplificou.
“O verdadeiro e único capital é a reputação, que agora é construída através da troca continua de informações com a sociedade”, finalizou o professor.
Fonte: cnseg

