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Seguros pela internet não dispensam papel do corretor

vendas on line - 13/10/2014

Por mais ágil, conveniente ou precisa que possa ser uma experiência de comprar seguros pela internet, uma parte da operação ainda não dispensa o meio físico. Dessa forma, a venda de seguros ainda não ocorre 100% online, o que evidencia o significativo papel dos corretores de seguros na transação. “Todas as nossas vendas tiveram interação humana”, disse na palestra “Ponto Com… Ponto Quem? Ponto Como?” o proprietário da Minuto Seguro, Marcelo Blay.

Ao compartilhar a experiência de uma corretora de seguros pontocom, Blay disse que as vendas podem começar online – quando o internauta preenche um formulário, muitas vezes até desistindo no meio do caminho—, mas sempre fechando por telefone. Em média, a equipe tem cerca de 30 minutos para apresentar o preço e bolar o script para falar com o cliente. “Nosso diferencial está no off-line”, conta.

Antes de colocar a Minuto Seguro no ar, que recebeu aporte de capital em 2012 de um fundo do Vale do Silício, Blay realizou pesquisa com 5.400 pessoas para traçar as estratégias do negócio, que angaria potenciais segurados pelo Google, Linkedin e Facebook. “Eu entendia de seguros, varejo, e esse sócio minoritário de internet e tecnologia. Trouxeram capital intelectual para o negócio”.

Já o diretor de Vendas Online e Canais Digitais da Porto Seguro, Rafael Caetano, aponta que, para os corretores interessados em explorar o mundo pontocom, não basta ter presença digital, mas fazer bom uso da internet. “A concorrência atual é toda a experiência que o consumidor tem com as suas interações eletrônicas”, explica. Assim, o desafio para o corretor é entender e prover soluções que estejam alinhadas com o tempo e conveniência ao segurado, fazendo acompanhamento do cliente com uma comunicação constante.

O potencial de geração de vendas em plataformas digitais e móveis ainda foi ressaltado por Gustavo Zobaran, especialista em estratégias digitais. Ele apresentou dados de uma pesquisa da Capgemini para a indústria de seguros. Os estudos revelam as expectativas para 2019, de modo que um terço das vendas de seguros devem ser realizadas pelo canal online, e um terço das vendas online de seguros sejam realizadas pelo canal mobile. Para tanto, canais digitais precisam se aperfeiçoar nas áreas de pagamento de sinistros e aquisição de apólices. “O grande desafio é conciliar online, offline e promocional”.

Alerta

O advogado Rony Vainzof, da Opice Blum, alertou os corretores para os riscos no e-commerce ao citar que a internet não é um mundo sem leis, e que a legislação brasileira vem acompanhando as mudanças de costumes da sociedade no que se refere à web e novas tecnologias. “Se não tomar cuidado e não tiver transparência com os clientes, pode corre risco jurídico”, argumenta.

Fonte: Sincor-SP