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Aparelhos mais caros impulsionam mercado de seguros para celular
mercado - 10/04/2015
Os smartphones se popularizaram no Brasil nos últimos três anos. De lá para cá, para fazer parte dos avanços tecnológicos, milhões de consumidores passaram a desembolsar valores mais altos do que estavam acostumados a gastar com um celular. Junto com isso, vem a preocupação com os roubos e formas de como minimizar o prejuízo, caso eles aconteçam.
Isso não é à toa. Só no Estado de São Paulo, foram furtados ou roubados, em média, 17 mil celulares por mês em 2014. O aumento desses crimes foi de 149,59%, em relação ao ano anterior.
Entrar para as estatísticas pode ser inevitável. Mas nem sempre a perda precisa ser tão grande. Com essa ideia, donos de smartphones recorrem ao seguro. O mercado vive um momento de alta, segundo o vice-presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguro no Estado de São Paulo), Boris Ber.
— Aos poucos, as companhias vão incluir o celular no seguro da casa, por exemplo. E também, as pessoas que já têm o seguro do celular vão criando familiaridade com o produto, assim como é com o seguro de carro hoje.
Nikolaos Tetradis, superintendente de Seguros Especiais do Grupo BB e Mapfre, diz que o próprio mercado de smartphones impulsionou a venda de seguros para esses equipamentos.
— Hoje, o investimento que as pessoas fazem em um aparelho desses é bem maior do que no passado. Então, o impacto da perda desse bem é maior. Além, de ser mais vulnerável, por ser transportado. Isso fez com que as pessoas procurassem o seguro.
Porém, o preço desse serviço ainda pode não se encaixar em todos os orçamentos. Há casos, em que o valor de uma apólice pode ser o mesmo do seguro de um carro popular.
Há dois motivos que ajudam a entender isso. Primeiro, os índices de roubo de celular ainda são muito altos, o que aumenta o risco de sinistro e encarece os preços. Segundo, apesar do crescimento, esse mercado ainda precisa de mais clientes.
Fonte: Tribuna Hoje

