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Seguro popular será até 30% mais barato

normas - 19/04/2016

É bem difícil encontrar um carro com cinco anos ou mais de uso que esteja coberto por um seguro. O preço cobrado pelas companhias acaba desestimulando os proprietários a contratarem a proteção. Mas isso pode mudar. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) estabeleceu novas regras e critérios para o chamado Seguro Auto Popular. A norma permite a utilização de peças usadas, desde que devidamente vistoriadas pelo Inmetro e oriundas de empresas de desmontagem para reparo de veículos cobertas pelo seguro. Com isso, o valor da apólice de carros usados pode ficar até 30% menor.

O novo produto, no entanto, deve demorar um pouco ainda para chegar ao mercado. “As seguradoras estão fazendo seus cálculos para só então colocar a modalidade de seguro à venda” , explica Carlos Valle, diretor regional da Federação Nacional de Corretoras de Seguros (Fenacor). Outra questão que precisa ser resolvida, segundo ele, é a regulamentação do desmanches, ou seja, os antigos ferros-velhos precisam ser regularizados como empresas. Além disso, os comerciantes que trabalham com desmanche terão que atender a determinadas normas como certificar a origem da peça e dar garantia do produto para poderem comercializar as peças usadas com as oficinas que trabalharão para as seguradoras. “Nossa expectativa é que dentro de um ano o seguro popular já esteja à disposição no mercado”, afirma Carlos Valle.

Hoje muitas companhias só fazem um contrato de seguro de carros importados com cinco anos e de dez a 12 anos para veículos nacionais. Com a implantação desse novo plano, o o limite deve cair. O seguro popular é destinado a carros usados, mas nada impede que seja oferecido também para carros novos. A seguradora deve deixar claro para o comprador o uso de peças usadas ou seminovas, caso o veículo precise de conserto. Na nova modalidade um seguro de carro popular que hoje custa R$ 1.800 cairia para algo em torno de R$ 1.200.

Atualmente milhões de automóveis com mais de cinco anos de fabricação circulam totalmente desprotegidos. A lei vai estimular o conserto desses automóveis em oficinas credenciadas, o que, segundo a Fenacor, colabora para a segurança do trânsito. Além disso, as seguradoras acreditam que o novo seguro estimula a legalização dos chamados ferros-velhos e ajuda a combater o comércio ilegal de peças de desmontes. “É uma grande vitória para a segurança viária e de apoio à Lei do Desmonte. Carros mais antigos não tinham, até o momento, preços de seguro diferenciados. Com a nova opção autorizada, os proprietários serão estimulados a efetuar reparos em locais legalizados, com peças usadas que estejam dentro da lei”, comemora o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, que também é o autor da Lei Federal 12.977/14 (Lei do Desmonte).

Fonte: Jc online